•EU NÃO SEI!•

99 9 1
                                    

POV'S JOSH

Meu corpo está inteiro amortecido como se eu estivesse sob efeito de anestesia escuto as pessoas ao meu redor falando de fundo como se meu ouvido estivesse tampado, parece que estou anadando a mais de uma hora nesse corredor e não encontro o seu fim.

Eu não sinto nem vontade de chorar, na verdade eu nem sei mais o que estou sentindo.

— Como ela está? — Sabina é a primeira a vir ao meu encontro.

— Não faço ideia. — Esse provavelmente já é o quarto ou quinto soco que eu dou na parede daquele hospital. —Não me deixaram entrar.

— Joshua, não adianta se desesperar agora. — Joalin segura firme meu rosto com as duas mãos de uma forma que eu olhe diretamente pra ela.

— Como eu deixei isso acontecer? — Fujo do aperto da minha irmã.

— Como se você tivesse alguma culpa. — Diarra se aproxima.

— Eu não percebi, que tipo de pai eu vou ser? — Naquele momento minhas pernas se tornam dormentes e acho que eu dou uma desequilibrada por que sinto meu ombro bater contra a parede e Bailey que estava na recepção conversando com a moça interrompe o assunto e corre pro meu lado me segurar.

— Vamos sentar ele ali. — Noah ajuda a me segurar e junto com Bailey eles me põem sentado em uma das cadeiras.

— Josh alguém avisou a mãe dela? — A indiana se abaixa na minha frente e sua voz é a mais calma possivel.

Balanço a cabeça negativamente, eu nem se quer tive tempo para pensar nisso.

— Empresta seu celular então.

Passo a mão pelo bolso e não encontro o aparelho.

— Acho que ficou em casa. — Digo tentando lembrar da última vez que o vi.

— Eu peço para Sina trazer, ela está vindo para cá. — Noah diz.

— Não precisa, eu tenho o número da Priscila. — Sabina informa. Shivani passa a mão no meu ombro antes de ir com Sabina e Pepe pra fora avisar minha sogra do que estava acontecendo.

— Vai ficar tudo bem. — Sofya senta na cadeira ao meu lado.

— Você não sabe... Você não viu, você não tava lá. — O desespero volta a tomar conta de mim.

— Era muito sangue gente. — Noah está tão nervoso quanto eu, e sua roupa assim como a minha está manchada de vermelho.

FLASHBACK ON

— O jogo começou faz cinco minutos. —  Noah faz o possível pra conseguir ver o horário já que suas mãos estão carregadas com sacolas.

— Só vou pegar a correspondência antes. Noah balança a cabeça me apressando. — Minha correspondência, Senhor...

Droga esse porteiro era novo, tinha começado a duas semanas e o nome dele não vem na minha cabeça de jeito nenhum.

— Sem a parte do senhor por favor, pode me chamar de Phill... E sobre as cartas eu levei mais cedo pra sua esposa.

— Para Heyoon?

— Sim, logo após o almoço. — Ele fica com medo de estar falando algo que não pudesse.

Agradeço ele e saio, estranho quando sai pela manhã ela estava terminando de se arrumar para ir trabalhar, por que será que ela não foi?

Noah já esta me esperando com as portas do elevador abertas, por sorte subimos rapidinho sem nenhuma interrupção dos outros moradores.

Abro com pressa a porta do apartamento.

— Põe essas ai na geladeira e pega duas geladas para gente. — Enquanto Noah faz isso eu procuro o controle da TV ligo no canal de esportes, mas antes de me sentar no sofá me dirijo pelo corredor que dá acesso aos quartos. — Heyoon, você está aí?

Óbvio que ela está, porteiro disse que ela não saiu.

Passo pelo quarto das crianças e nada dela, abro a porta do nosso quarto e encontro a cama desarrumada as janelas fechadas e nada da morena.

Provavelmente ela está no andar de baixo reclamando de mim pra Sina e escutando reclamações do Noah.

Passo a mão no bolso pegando meu celular pra conferir se ela estava lá mesmo mas não é necessário então lanço ele em cima da cama e corro pro banheiro.

Minha mente não consegue entender aquela cena.

— NOAH! — Não é necessário mais que um grito para que eu escute seus passos vindo até nós.

— Merda, o que é isso? — As duas garrafas de cerveja que estavam na sua mão agora viraram cacos no chão, e assim como eu ele está ajoelhado no chão ao lado de Heyoon desacordada em uma grande poça de sangue.

Apesar de os dois estarem perdidos e assustados, nós agimos de forma rápida enquanto Noah liga para ambulância, eu estou segurando a cabeça dela em meu peito tentando acorda- lá, consigo ouvir suas respiração mesmo sendo fraca mas sua cor totalmente branca me apavora mais ainda.

— Heyoon! Heyoon! Acorda, por favor! — Eu chego até a chacoalhar seu corpo, mas sem resposta alguma.

Depois de desligar o telefone Noah anda de um lado pro outro do quarto que nem um doido, vez ou outra para encarando Heyoon nos meus braços.

Noah chegou a pegar o interfone para ligar pro apartamento deles mas desiste ele não queria que sua mulher e sua filha vissem aquela cena.

Só percebo que estou chorando qaundo vejo uma lágrima cair sobre a testa de Any e deslizar pelo seu rosto.

— O que a gente faz? Só espera? — Eu não respondo até porque eu não sei a resposta eu não faço a minima ideia do que fazer. - Josh, pelo amor de Deus! Eu estou falando com você!

Ele se aproxima da gente agora mas para na beira da porta antes de pisar no sangue o qual ele agora encara com medo.

— Josh, diz que ela vai ficar bem por favor... Tem ela, os bebês, ela vai sair dessa não vai? Joshua.

— CARALHO! EU NÃO SEI, NOAH! — Sei que ele está com tanto medo quanto eu e que não está me irritando por mal mas nesse momento eu só quero que ele cale a boca.

— Ela vai ficar bem, é a Heyoon ela sempre fica bem, ela é forte e vai passar por isso. — Ele não para de repetir essas coisas pra ele mesmo enquanto contiua a dar voltas e mais voltas pelo quarto.

FLASHBACK OFF

𝘣𝘺 𝘤𝘩𝘢𝘯𝘤𝘦シ [𝙃𝖾𝗒𝗈𝗌𝗁]Onde histórias criam vida. Descubra agora