Monólogo

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Quero ser franca
Honesta
Eu estou perdida
Na berlinda
Na mira das balas
Hemorragia que não estanca

Estou agoniada
Por essa duplicidade
Que se manifesta
E infesta
A turva visão
Que me causa a vontade

Me sinto abarrotada
Tão cheia
Que me levo a perder a razão
Sou arrastada pela corrente
E eu estou farta de tentar achar
Meios que me revertam a situação
Estou esgotada

Aqui não sei se me faço vítima
Talvez seja dramática
Um tanto quanto apática
Com uma farsa ilegítima

Camuflada
Com tantos em pior estado
Egoísta
Logo me vejo calada
Não por mentir
Mas por compartilhar da vista
De que tudo isso é nada

Minha violência interna
Que provoca essa baderna
Vêem como uma farsa
E eu me sinto falsa

Então basta
Baixo minha cabeça e me calo
Para que não incomode
Minha fala nefasta
Aquele que é nulo
E meu discurso engasga

Novamente voltei a mim
Perdão
É só meu automático
Ego que quer atenção
Perdão

Se ao menos...
Deixo aqui um pedido
Embora creio que vos tenha perdido
No início desse monólogo

Não considere sua bagunça mental
Como algo banal
Que qualquer um tem
Seja forte
E não deixe se arrastar além

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