Capítulo 11

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Louise

- Achei que você nun... Tá querendo matar quem do  coração? - Matheus perguntou assim que eu desci do carro.

- Você me elogiando? Tá bem? - botei a mão na testa dele que começou a rir - Agora sério, tá demais?

- Você tá linda! Vem - pegou minha mão - quero te apresentar pra algumas pessoas.

A festa do Lennon ia ser aqui mesmo no vidigal, na casa de um amigo deles, eu até pensei em não vir já que não conhecia praticamente ninguém mas o Matheus me convenceu.

- Prima, até que enfim! - Léo falou fazendo as pessoas que estavam com ele virar na minha direção.

- Quanto drama meu deus! - falei abraçando ele - Boa noite!- cumprimentei o grupo de pessoas que estavam com ele.

- Tia Silvana, essa é minha prima Louise - ele apontou pra uma moça a minha frente - Lolla essa é a mãe do Lennin.

- Então essa é a famosa Louise - fiquei um pouco confusa e ela me deu dois beijos - prazer te conhecer minha linda!

- Famosa não sei mas sou eu sim - ri fraco - o prazer é todo meu!

- Olha quem chegou! - Lennon falou se aproximando.

- Meus parabéns, tudo de bom sempre! - fiquei na ponta do pé para abraçá-lo.

- Pra a gente! - ele desfez o abraço sorrindo - Pelo visto tu já conheceu minha mãe... - assenti - Então já está em casa!

- Como assim que tu chega e eu nem vejo? - Mavi apareceu me abraçando - Vem que eu preciso te apresentar gente nova!

...

- Ai chega! - falei me aproximando do pessoal depois de minutos, que pareceram horas, dançando - Não tenho mais pique pra isso não, alguém avisa pra Maria Vitória que eu sou velha?

- Essa daí parece que deu pilha e foi embora. - Negrete falou observando ela que ainda estava animada.

- Eu preciso de algo pra beber...

- Quer que eu pegue? - Matheus me perguntou.

- Não, pode deixar!

Sai andando desviando das pessoas e só ali percebi que estava um pouco cheio, consegui pegar um guaraná, dei um gole e senti o alívio daquele líquido gelado descendo pela minha garganta mas mesmo assim ainda estava precisando de um ar puro.

Olhei em volta procurando a direção do portão de entrada mas vi uma escada que parecia dar para um terraço, apertei o passo e subi já sentindo uma brisa bater no meu rosto.

- Obrigada senhor, ar puro! - respirei fundo assim que pisei no último degrau.

- Fugindo da festa? - olhei pro lado no susto e vi o Lennon encostado no parapeito.

- Que susto menino! - me aproximei com a mão no peito - Eu que pergunto, aniversariante fugindo dos seus convidado?

- A idade bateu - ele virou olhando a vista da cidade - vim pensar um pouco.

- Os 26 anos mal chegaram e ele já tá assim, imagina com 62? - gargalhamos alto - Vou deixar você sozinho!

- Fica! - ele falou rápido - Eu gosto da sua companhia...

Encostei no parapeito e ficamos observando a cidade, as luzes pequenas lá embaixo deixava tudo ainda mais belo, o barulho da música alta se misturou com o som da cidade mas parecia tudo tão calmo.

- A luz da lua te deixou ainda mais bonita - escutei o comentário do Lennon mas continuei olhando pra frente - não precisa ficar vermelha. - ele riu fraco.

Senti ele se aproximando e depois de muito tempo senti aquelas malditas borboletas no estômago, tentei fingir que nada estava acontecendo mas estava difícil.

- Eu to querendo muito fazer uma coisa desde a hora que você chegou.

- O que? - olhei pro lado e ele estava próximo até demais.

- Se não quiser... - ele sussurrou e eu aproximei mais um pouco e pude vê um sorrisinho surgir de canto.

Fechei os olhos e senti seus lábios tocarem os meus, uma mão foi parar na minha nuca e a outra na minha cintura aprofundando o beijo, sua boa tinham um gosto doce e pode dizer com certeza que completamente viciante, ele virou meu corpo me encostando no parapeito sem parar o beijo, sua mão começou a passear pela minha coluna me trazendo um arrepio gostoso, mas infelizmente ele começou a dar alguns selinho parando o beijo.

Ele desgrudou nossos lábios e ficou parado me olhando, uma parte mínima minha queria cavar um buraco de vergonha mas ele começou a me deixar à vontade com aquele momento.

- Lennin estão te chamando pra cant... Lennon? - Léo apareceu no último degrau da escada no momento que o Lennon começou a se próximas pra mais um beijo fazendo ele virar no susto - O que tá rolando?

- Caiu um negócio no meu olho, o Lennon estava tirado... - falei rápido me desencostando do parapeito - Valeu Lennin! - apertei o passo descendo as escadas.

- Achei que tivesse te perdido... - Mavi comentou rindo assim que eu me aproximei do pessoal.

- Fui pegar um ar lá no terraço, aqui tá bem cheio! - falei dando um gole na bebida da Mavi, olhei na direção do Matheus e vi sua cara de desconfiado.

- Vamos cantar parabéns pro L7! - Léo falou descendo a escada junto do Lennon.

...

- Tá mas que papo torto foi aquele de terraço? - Matheus perguntou.

Já era a segunda vez que o Matheus tentava entrar nesse assunto, coloquei mais um pouco mais de sal no arroz e me virei pra ele que estava com encostado na parede me olhando com cara de deboche.

- Que papo torto o que? Já disse, a festa estava cheia e eu estava com muito calor e queria pegar um ar, até pensei em ir pro portão mas achei perigoso então fui pro terraço.

- E por coincidência o Lennin também estava lá? - olhei pra ele confusa - Ele desceu logo depois de você...

- Foi? - virei na direção do fogão disfarçando o riso.

- Então você está dizendo que não aconteceu nada lá encima? - senti ele se aproximando.

- Eu não afirmei nada...

- Então aconteceu? - ele perguntou curioso e eu dei de ombros - O CARAMBA FALA LOGO QUE EU NÃO SOU ADIVINHA NÃO, EU QUERO SABER!

- Da pra parar de gritar? - perguntou rindo vendo ele com a cara fechada - vai pra sala que a gente já conversa.

- Louise... - ele falou meu nome entre os dentes.

- Matheus Luiz... - imitei ele que revirou os olhos e foi.

Terminei de vê a comida e desliguei o fogo, cheguei na sala e vi ele sentando do sofá mexendo no celular, não tinha o porque eu fazer esse mistério todo mas a cara dele quando fica irritado é boa demais.

- Sai do celular o Léo Dias do Vidigal! - falei me jogando do lado dele.

- Vai falar? - eu assenti, ele sorriu sapeca e guardados o celular.

- Você é uma bela de uma Maria fifi... - revirei os olhos - Olennonmebeijou.

- Eu até entendi mas quero que você repita direito - ele falou segurando o riso.

- Tá, a gente de beijou! - revirei os olhos.

- É isso porra, cinquentinha na carteira do papai! - ele falou pegando o celular.

- Que? - puxei o celular dele.

- A minha aposta? - pegou o celular da minha mão.

- Matheus não! - ele me olhou confuso - Você não vai falar sobre isso com ninguém por enquanto.

- Você acha que a essa hora o Leozin não sabe? - dei de ombros - tá bom mas aqui, como vocês ficam agora?

- Não sei - respirei fundo - perguntas complexas demais pra uma pessoa com fome - levantei do sofá - vem comer vem!

Eu ainda te vejo em tudo • L7nnon Onde histórias criam vida. Descubra agora