Capítulo 12

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Jungkook não sabia como respirar, seu peito queimava e sua cabeça estava doendo tanto que ele não conseguia nem abrir os olhos.

Ao fundo ele escutava uma voz doce o chamando, mas ele não conseguia se concentrar ou abrir os olhos para ver quem era a pessoa.

Mas apesar de toda a dor que estava sentindo em seu corpo, sua única preocupação era em seu ômega que estava em trabalho de parto.

Tinha uma leve impressão de ter escutado o chorinho de Jeong-min antes de desmaiar por ter visto todo aquele sangue em Jimin.

Agora ele tentava a todo custo se levantar e socorrer o seu ômega, mesmo Jin lhe garantindo que o sangue era normal.

Ele não suportava ver o seu pequeno sofrer aquelas dores e perde todo aquele sangue vivo.

O chorinho fraquinho do filhote recém nascido ainda era fresco em sua mente, não conseguiu ver o seu rostinho antes de desmaiar.

Só escutou Jin gritando que era um menininho e tudo se tornou escuridão à sua volta.

[...]

- Jungkook… - Jeon franziu o cenho escutando a voz baixinha que ele tanto conhecia e amava, tentava abrir os olhos, mas a dor em sua cabeça era tão gritante que no mínimo esforço de abrir as pálpebras parecia que estava morrendo. - vamos lá, você consegue, abra os olhos.

A voz o incentivava, mas ele só conseguiu grunhir de dor, ele sentiu um toque suave em seu rosto, tentou se mexer, mas não seu corpo protestou de dor.

Ele apurou o olfato, mas só conseguiu sentir o cheiro de álcool e um aroma doce levemente de pêssego. O cheiro do seu ômega, reconheceria o cheiro de Jimin até mesmo se estiver morto.

O moreno não sabia oque estava acontecendo, seu corpo estava pesado e dolorido.

Ele tentava escutar as coisas ao seu redor, tentava detectar algo conhecido, como a doce voz da sua filhote, ou o chorinho do seu bebê que acabou de nascer.

E principalmente a voz do seu ômega, mas ele não conseguia escutar nada, não conseguia se concentrar em nada.

Estava tonto e sentia uma grande vontade de vomitar.

Quando a mão quentinha saiu da sua pele ele quis chorar, o leve cheiro de pêssego sumiu do seu olfato, tentou abrir a boca para chamar pelo o seu ômega, mas a única coisa que conseguiu foi sentir um amargo em seu paladar e sua garganta muito seca.

Ele escutou um suspiro antes de passos se distanciando e tudo voltar a ficar em silêncio.

[...]

Jeon respirou fundo, sua mente estava tão silenciosa, seu lobo não se agitava, nem mesmo quando ele pensava no ômega, também não conseguia sentir nada vindo da sua marca.

Estava quieto demais, isso o deixava com medo.

Aos poucos ele foi se acalmando, precisava estar calmo para conseguir se concentrar em achar o seu ômega, ou escutar alguma coisa.

Ele respirou mais profundamente, tentando sentir o cheirinho do seu ômega, mas a única coisa que sentiu foi o cheiro forte de álcool.

Seu peito doeu pelo aroma forte e marcante, grunhindo, o moreno tentou abrir os olhos, ainda doía, aos poucos ele conseguiu abrir, mas uma luz tão forte veio o cegando, fazendo a sua cabeça latejar e ele fechou de uma vez.

Gemendo de dor, o moreno tentou abrir os olhos de novo, mas a ardência era muita para suportar. Ele escutou o som de uma porta se abrindo e passos vindo em sua direção.

Ele tentou rosnar quando alguém pegou em seu braço e o levantou, mas a única coisa que conseguiu foi um grunhido baixinho, assustando a pessoa que estava ali, que o largou e se afastou.

- J-Ji… - Jungkook tentou falar, mas sua garganta estava tão seca que saiu mais um ruído do que algo compreensivo, fazendo a pessoa que estava ali perto dele exclamar animada.

A pessoa tornou a pegar em sua mão, apertando, mas o moreno só queria puxar para longe do toque, mas não tinha forças para isso.

O toque o deixa ansioso e nervoso, não era o toque suave que sentiu mais cedo, era áspero e pesado.

Não tinha aquela ponta de familiaridade que ele tanto conhecia, fora o cheiro que era diferente.

Jeon apertou os olhos e tentou abri-los novamente, a pessoa que estava ali puxou a sua pálpebra para cima e ligou uma luz em seu olho.

Jungkook gemeu baixinho e tentou balançar a cabeça, querendo se afastar do toque, mas a pessoa se afastou e saiu do quarto apressada.

Jeon respirou ofegante e tentou se mexer, seu corpo protestou, mas ele conseguiu erguer o braço e levar a mão no rosto, cobrindo os olhos antes de abri-los por completo.

De primeiro o moreno estranha o lugar que ele estava e no próximo segundo ele sentiu um medo irracional.

Não podia ser, não podia tá acontecendo.

Ele teve tantos pesadelos com aquilo e agora estava acontecendo.

Seus olhos encheram de lágrimas, olhando para aquele quarto de hospital, o lugar inteiramente branco o assustava mais do que quando ele acordou no quarto de madeira, no seu ninho.

As lágrimas caiam em seu rosto quando ele se deu conta que não podia mais ter o seu ômega com ele, que ele perdeu toda a sua família, seus filhotes, seus amigos.

Seu Jimin.

TALVEZ UMA HISTÓRIA DE AMOR - JIKOOK/ABOWhere stories live. Discover now