Capítulo 1

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Ele continuava correndo atrás de mim, o desespero me corroía. Já estava sem forças para continuar correndo. Mas era minha vida, não podia desistir e deixar que ele me pegasse. E o pior era que cada vez entrava na escuridão, nas ruas desertas e escuras. O beco estava sem ninguém, já estava entrando em desespero.

Até que vi uma saída, uma luz ao final do beco, entrei em outra rua e avistei um homem parado em um carro, gritei e o homem – que me perseguia – agarrou no meu braço. Mas era tarde demais, eu já havia chamado atenção do meu esperado salvador.

O homem olhou e veio em minha direção. O bandido me segurou mais forte me levando embora para de volta ao beco escuro.

— Ei, espere aí, o que significa isso? Isso é jeito de se tratar uma moça? – perguntou dando um passo em nossa direção.

— Não é nada! Não se preocupe, ela é minha namorada, a gente descutil por alguns motivos pessoais, e ela ficou chateada ficando assim – mentiu rispidamente.

Balacei minha cabeça para demostrar que não era verdade, e cada vez ele me apertava mais em contra seu corpo. Chorei com muito medo, fazendo meu "salvador" me olhar com preocupação.

Mordi o braço do cara que me segurava com toda força que havia em meu corpo, o fazendo urrar de dor acabando me soltando.

Corri para trás do cara, que estava olhando furioso para o bandido.

— Por favor, eu te emploro que acredite em mim! Eu nunca vi esse homem em minha vida antes, não deixe ele me machucar! – emplorei para que acreditasse em mim.

— Se acalme, moça, eu irei te ajudar – me tranquilizou.

— Que isso, amor? – o bandido voltou a fingi, tentando me tocar.

— Olha, cara, vai embora, para seu próprio bem! Se não, suponho que não queira, irei chamar a polícia  – falou impedindo que ele tocasse em mim.

— Não me ameace! – o bandido ralhou irritado. — Você não vai fazer nada, entendeu? Vai embora, e deixar a mocinha comigo – falou tirando uma faca de não sei onde.

Fiquei desesperada, não sabia o que fazer, ele – não o bandido – me empurrou para atrás de si, e deu passos hesitante na direção do bandido.

Eles começaram uma briga corporal, queria ajudá–lo, mas não havia como. Eu achava até então.

Olhei ao meu redor à procura de algo, vi um pedaço de madeira e a peguei atirando contra a cabeça do bandido.

— Ele está morto? – perguntei ficando de joelhos, ao lado do bandido.

Ele tocou no pulso do bandido para verificar se realmente estava morto.

— Não, ele está vivo. E já acordará. Vamos sair daqui, antes que isso aconteça – falou se colocando de pé,  me puxando com a mão e me levando para um carro.

— Eu sei que você me salvou e tudo mais, só que eu não vou embora com um estranho, vou até um ponto de ônibus e me viro, não fique ofendido! - falei com a voz baixa, fitando o chão.

— Eu juro que eu não vou te ferir, moça, sou um cavaleiro e te respeito – falou firme.

— Tudo bem, eu não tenho outra escolha mesmo, já está bem tarde e os ônibus quasem não passam à essa hora – falei dando de ombros, mais calma.

— Então vamos – falou abrindo a porta do carro.

Senti uma dor atrás da cabeça me fazendo ficar tonta, me apoiei na porta e ele me amparou.

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