02 ~ Entre o Encontro e o Café

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-🐥🤍-

Acordei com batidas na porta.

— Jimin, está acordado? — Minha mãe que perguntou, entrando no meu quarto.

— Hm, não...

— Taehyung passou por aqui agorinha. Eu disse que você ainda estava dormindo, então ele preferiu te esperar lá fora. Até tentei insistir para ele ficar aqui dentro, mas ele não quis. Acho que foi para o parquinho.

— Você ainda não foi trabalhar, então deve ser cedo demais. — Eu disse, completamente desanimado e sonolento.

— Vocês não marcaram de sair hoje? Eu lembro muito bem que me disse isso ontem. Por que você nunca coloca alarmes, Jimin?

— Alarmes são barulhentos demais, eu deixo tudo no silencioso aqui — tentei buscar meu celular com as mãos, e o achei debaixo do travesseiro.

37 chamadas perdidas.

Ah, que novidade....

— Aproveite que ainda não está tão atrasado e se arrume logo, não vai deixar o menino esperando.

E lá vamos nós para mais um dia. Respondi as mensagens do meu melhor amigo Kim Taehyung, que se acumulavam ainda mais com o tempo em que eu me encontrava em sono profundo.

Também aproveitei para dar uma olhada rápida no grupo dos meninos. Eles estavam combinando o horário certo para saírem, enquanto Taehyung me buscaria aqui, para irmos juntos.

Assim que eu fui levantar, quase pisei sem querem em Pixie, minha sétima gatinha. Ela é tão pequena que se minha visão fosse um pouco pior, eu não a enxergaria na maioria das vezes.

— Pixie, como você entrou no meu quarto? Eu lembro de ter deixado tudo fechado...

Ela me respondeu apenas com um miado, e tenho certeza que não foi um "eu entrei em estado líquido pela fresta da porta e fiquei te observando a noite toda, humano", pelo som ter saído extremamente fofo e manhoso.

Tomei um banho rápido, escovei os dentes, ajeitei meu cabelo cor-de-rosa, obra de Taehyung que insistiu em pintá-lo dessa cor (mesmo eu negando diversas vezes), e já se encontrava totalmente desorganizado por conta da belíssima noite de sono que eu havia tido. E claro, reguei as minhas plantinhas, que as vezes ficam com sede, mas ninguém precisa saber.

Dou atenção igualmente a todos os seres vivos da minha casa, principalmente meu primeiro cachorrinho, Amendoim, e também minha mãe, que assistia a um jornal no sofá da sala.

— Mãe, qual roupa você acha que eu deveria usar hoje? — Ainda de toalha, perguntei a ela.

— Tem uma camisa branca que eu lavei ontem, está com um cheirinho muito bom, deixei lá no seu armário. E também, hoje você poderia usar-

— Nem morto, mãe. — Já sabia exatamente como ela completaria a frase.

Basicamente, há uns 3 anos atrás, ela disse que tinha comprado a roupa mais charmosa e estilosa do mundo para mim, e obviamente fiquei curioso com tal novidade. O que eu não esperava era que ela chegaria com um moletom de qualidade extremamente duvidosa, com estampa de borboletas roxas em todo o tecido.

Sra. Park e seu ótimo gosto, né?

Mas pelo menos aceitei a oferta da camisa, coloquei uma calça jeans clara e me cobri com casacos, luvas e meias extras, todas brancas, por coincidência.

— Filho, você parece um boneco de neve... com cobertura de morango. — Ela soltou uma risadinha, se referindo às minhas roupas um pouco maiores do que eu, e obviamente, meu cabelo.

Entre Encontros e Reencontros • jjk + pjmWhere stories live. Discover now