13. VALENTINA II

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Rooi
Capítulozinho novo, quente, saindo do forninho agora pro'cês.

Quero dizer que a ladeira continua descendo kkkkk

Mas depois desse capítulo as coisas vão começar a fluir, então beijos e boaaaaaa leitura sô 🤠

Ah, e eu deixei redundâncias propositalmente no capítulo.

Conversem com essa autora que vos escreve...

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Essa primeira semana tem sido "tranquila". Não vi nada que pudesse me torturar mais que vê-las saindo juntas e indo a lugares que qualquer advogado iria, e tem um orfanato em questão que elas também vem muito. Estou aqui em frente agora, analisando a movimentação e esperando o próximo passo.

Luiza está mais despojada hoje, nada daquelas calças jeans iper megas coladas, sinto de fivela grande, camisa polo e aquelas botas que, infelizmente, só de pensar me causa arrepios.

Eu geralmente não reparo na idiota, mas devo confessar que pelo menos estilo ela tem. Okay, okay... ela não é de se jogar fora, mas eu acho que elas não combinam e só minha opinião basta.

Quando finalmente elas saem eu mudo minha postura e fico atenta às extremidades das ruas, tudo tranquilo. Elas entram no carro e saem, e eu vou logo atrás. Dessa vez elas não param em restaurantes, vão direto para o condomínio, e eu super agradeço por isso. Dou sinal para o rapaz que trocará de turno comigo e entro para minha casa.

- Oi filha. Comeu algo por aí?

- Não pai - Falo ao me sentar de qualquer forma no sofá da sala.

- Ótimo, então você irá almoçar com a gente hoje. Ah... - Ele pega um envelope pequeno e me entrega.

- O que é isso?

- Abra - Ele pede, não há emoção alguma em suas expressões.

Dentro do pequeno envelope há uma passagem aérea. Destino a Búzios, está em meu nome.

- O que eles querem agora? - Olho para meu pai. - Vão me tirar dessa tortura?

- Lua de mel - Ele fala sem jeito.

- Claro - Sorri sem emoção - Eu ainda não entendi a necessidade de tantas pessoas envolvidas nisso, pai. Está tudo tranquilo.

- Você sabe que um ataque demora tempo para ser planejado, não podemos dar sorte ao azar.

- Nesse caso, se o azar for o meu aí sim.

- Eu sinto muito por isso.

- Não precisa sentir nada. Você acha que consegue diminuir a minha pena?

- Estou tentando, meu amor.

- Por aqui tudo parece tranquilo, mas eu não sei se consigo ver coisas que eu não estou preparada para ver.

- Infelizmente não há nada que possamos fazer pra evitar isso nesse momento.

- Eu entendo. Vou arrumar minhas coisas então.

Subo para meu quarto e vou direto para o banheiro, começo tirar minhas roupas desde a entrada. A água que escorre pelo meu corpo não cura a minha dor, não leva o meu sofrer. É difícil colocar em palavras o que sinto ao ver Luiza casada com outra pessoa. A angústia que me consome é torturante, como se meu coração fosse esmagado a cada momento em que a vejo ao lado de Bárbara. Ela é minha amada, mas não sou eu ali.

VOCÊ AINDA É TUDO - VALUOnde histórias criam vida. Descubra agora