[[Nome]]
A tarde estava silenciosa, mas dentro de mim o caos reinava. A briga com Emma no parque havia me deixado um turbilhão de sentimentos, e agora, no meu quarto, eu me perguntava se havia tomado a decisão certa. O som das batidas na porta me tirou dos meus pensamentos. Por um instante, pensei em ignorar, mas minha curiosidade falou mais alto. Caminhei até a janela e, espiando discretamente, vi que era Emma. Ela parecia... arrependida. Estava nervosa, com as mãos tremendo, como se soubesse o quanto me feriu.
Senti uma pontada no peito. Parte de mim queria abrir a porta e ouvir o que ela tinha a dizer. Mas outra parte, a mais ferida e enciumada, queria gritar com ela. Mesmo assim, eu abri a porta, mas só o suficiente para que ela me visse. Respirei fundo, tentando não deixar transparecer o que realmente sentia.
— O que você quer, Emma? — minha voz saiu mais fria do que eu esperava.
Ela me olhou com aqueles olhos que um dia eu chamei de amigos, mas agora só me lembravam da traição que eu sentia.
— Eu... eu só queria pedir desculpas, [Nome]. Não era minha intenção te magoar. Eu sinto muito mesmo.
A raiva subiu como uma maré dentro de mim. Desculpas? Como se uma simples palavra pudesse apagar o que aconteceu. Eu cruzei os braços, tentando me manter firme.
— Você acha que pedir desculpas vai mudar alguma coisa? Que vai fazer eu esquecer o que você fez?
Emma baixou a cabeça, e eu soube que ela ia tentar se justificar, talvez dizer que foi um mal-entendido ou que nunca quis machucar ninguém. Mas a verdade é que, desde que percebi que ela tinha sentimentos por Draken, tudo mudou. Eu não conseguia mais confiar nela como antes.
— Eu... nunca quis te machucar. Eu só... — ela começou, mas eu a interrompi.
— Não estou pronta para isso, Emma. Não agora — meu tom estava cheio de mágoa, mas também de cansaço.
Fechei a porta antes que ela pudesse dizer mais alguma coisa. O som da madeira se chocando ecoou pelo quarto, mas o barulho mais alto vinha do meu coração. Senti um nó na garganta, uma mistura de raiva e tristeza que parecia não ter fim. Eu sabia que tinha feito o certo, que não podia simplesmente perdoá-la de uma hora para outra. Mas perder uma amiga, mesmo que por ciúmes, me deixava um vazio que era difícil de suportar.
Encostei-me na porta, as lágrimas ameaçando cair. O ciúme havia destruído algo que talvez fosse irreparável. E agora, eu estava sozinha com meus pensamentos, tentando entender onde tudo havia desmoronado.
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Eu não tinha coragem de entrar naquela sala. Meu corpo parecia pesado, como se cada fibra estivesse me impedindo de levantar do banco onde estava sentada. Emma estava morta.
Segurando as lágrimas, observei Takemichi sair do quarto, seus olhos buscando algo no olhar de Mikey. Mas as palavras não se formaram; o estado de choque de Mikey era palpável, ele estava em um canto, completamente imóvel, como se o mundo tivesse parado ao seu redor.
Finalmente, criei coragem e me levantei, os pés pesando a cada passo em direção à porta. Mas antes que eu pudesse abri-la, Draken apareceu, saindo de lá, deixando a porta entreaberta.
Olhei para ele, esperando que ao menos ele notasse minha presença, mas parecia que eu não significava nada naquele momento. Ele não olhou nos meus olhos.
—Mikey, vem comigo pra fora... — foi a única coisa que ele disse antes de eu entrar. Logo, fechei a porta atrás de mim.
Respirei fundo, a ansiedade apertando meu peito. Não tinha coragem de olhar para o corpo de Emma. Com a cabeça baixa, voltei-me para a cama, o reflexo do corpo dela se revelando. Finalmente, juntei coragem para encarar a realidade.
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𝐌𝐲 𝐃𝐫𝐚𝐠𝐨𝐧♡︎ 𝑲𝒆𝒏 𝑹𝒚𝒖𝒈𝒖𝒋𝒊/𝐃𝐫𝐚𝐤𝐞𝐧
Fanfiction--- Ela achava que o amor era sua maior fortaleza, mas descobriu que também podia ser sua ruína. Como irmã mais velha de Takemichi, sua lealdade à gangue era inquestionável, mas ao conhecer Draken, ela aprendeu o que é desejar o inalcançável. Ele er...
