BDSM e o infatilismo

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Conceito •

Ageplay é um tipo de ROLEPLAY BDSM que consiste basicamente em portar-se como tendo outra idade biológica. A prática consegue criar um cenário de forma a re-inventar o ambiente da outra idade - geralmente o infantil, podendo também ser o adolescente - e é dividido em: ageplay sexual e ageplay não sexual.
Os personagens do ageplay costumam ser:
1. Para o bottom: filho ou filha, sobrinho ou sobrinha, enteado ou enteada.
2. Para o TOP: Papai ou mamãe, titia ou titio, madastra ou padrasto.

Ageplay sexual:

Diferente do que muitos possam pensar, o ageplay sexual não tem NADA haver com pedofilia ou atração por pessoas menores de idade. Ao contrário disso, gosto de pensar que TODOS praticantes de ageplay tem pavor a tais práticas.
O ageplay sexual consiste no ageplay que dá espaço para práticas como: Rape play, incest play e o famoso e pouco estudado consensual non-consented.

Ageplay não-sexual:


Segue o mesmo conceito, mas não envolve práticas sexuais. O gol desta prática é criar um núcleo familiar falso para reviver cenas infantis.

Mitos e verdades:

Mitos

1. Ageplay envolve crianças de verdade.
2. Ageplay serve apenas como humilhação.
3. Esta prática impossibilita outras práticas BDSM
4. É impossível fazer uma masoquista gostar de ageplay
5. Não dá para viver 24-7 com ageplay.

Verdades

1. O bottom realmente age como criança.
2. O ageplay serve como treinamento para o BDSM no geral.
3. É possível introduzir qualquer prática BDSM iniciando com o ageplay
4. O ageplay pode ajudar a superar limites, traumas e dar espaço para mais diversão.
5. O Dominador tem muito mais controle sobre sua submissa.

Tipos reais de BDSM:

1. ABDL - É o famoso infantilismo que conta com fraldas, mamadeiras e coisas de bebê no geral. Nesta prática o submisso finge ter uma idade entre 0 e 4 anos.
Curiosidade: Estima-se que 99% dos praticantes de ABDL sejam homens.
2.Criança: Nesta fase as coisas ficam mais interessantes. O submisso finge ter de 5 até 10 anos. Esta pratica conta com cenas como: corner time (o famoso castigo no cantinho), quadrinhos de comportamento (parecidos com o da Supernanny), spankings OTK e muito mais.
Curiosidade: Há mais mulheres submissas que homens nesta prática e estima-se que a maioria destes relacionamentos sejam non-sexual ou apenas eróticos.
3.Adolescentes: Torna-se mais sexual, já que o submisso tem entre 11 e 18 anos. Nesta fase é importante trabalhar o controle de comportamento, disciplina e brincar com a fase escolar que costuma ser caótica! Cabem todos os cenários de criança, só que costuma ser mais "Estressante" ter um adolescente.
Curiosidade: Estima-se que quase todos praticantes submissos desta prática sejam mulheres.

Porque praticar ageplay:
Há muitas controvérsias sobre o ageplay e muitos porquês não respondidos ainda. A psicologia ainda não compreende ao certo o ageplay, mas sabe-se que esta prática - talvez como qualquer outra - pode ser uma benção ou uma maldição. Algumas pessoas dizem que os praticantes de ageplay praticam isso porque suas infâncias foram ruins e eles querem reconstruir isto, bom, em parte, poderia até concordar, mas existem muitos práticantes que alegam ter tido uma infância maravilhosa. O que não tira o mérito do ageplay como forma de viver uma "infância" mais divertida.
Sabe-se que o ageplay, no entanto, pode sim sim ajudar no desenvolvimento de qualquer relacionamento BDSM. Em muitos países e grupos o ageplay é usado como prática inicial para perda de controle, treinamento para bom comportamento e disciplina e inserção de práticas BDSM no geral. Por exemplo, inserir o spanking com o ageplay parece muito mais agradável, já que o ageplay porporciona um cenário para esta prática (afinal de contas que graça teria ter uma "criança" e ela não apanhar?). Ter um cenário é muito mais interessante do que uma cena avulsa!
Alguns dizem que o ageplay nem é parte do BDSM, e, discordo, cordas, se friamente analisadas, também não seriam BDSM, mas, dentro de um contexto, o bondage é totalmente BDSMer!
Diria que principalmente o controle passa a ser foco de treinamento. Para práticar ageplay, o submisso precisa, necessariamente, abrir mão do controle, e o Dominante, precisa passar a controlar mais. E, é verdade, o controle é bem mais intenso que nas relações Ds tradicionais.
Concluindo, acredito (eu e muitas outras pessoas) que esta é uma prática que pode valer a pena se adaptada à sua realidade BDSM e tratada como uma prática séria e que pode aproximar e tornar a relação bem mais intensa.

Livro Explicativo Sobre BDSMWhere stories live. Discover now