Naquela manhã de setembro o mundo presenciou o anunciar de uma doença que até então era desconhecida. Descoberta inicialmente na Europa e que logo migrou para outras partes do mundo, durante as três primeiras semanas a mídia ficou toda focada naquela nova doença, transmitindo informações sem parar mantendo a população sempre informada. Segundo a mídia se tratava de uma doença que afetava diretamente o cérebro matando a pessoa em variações de tempo entre cinco minutos a vinte e quatro horas, e até então não sabiam como ocorria a contaminação. Os sintomas eram tontura, náuseas, febre, vermelhidão dos olhos, visão turva, vomito e em alguns casos perca parcial ou total da visão.
Dois meses depois a doença estava em um estágio avançado, hospitais estavam lotados e até o exército estava nas ruas. Como se não bastasse todo o terror que a população estava vivendo, um site de notícias conspiratórias jogou na internet uma publicação onde afirmavam que os governos dos países com maiores números de infectados estavam escondendo informações, afim da manter a lei a e a ordem. Uma semana depois o mesmo site divulgou o vídeo de um hospital onde todos os pacientes haviam sido fuzilados, além dos pacientes até os médicos foram mortos.
Mas antes desse vídeo ser divulgado, mesmo antes desse site aparecer, as ruas já tinham se tornado um caos, militares faziam patrulhas durante vinte e quatro horas e tinha permissão para prender e até matar qualquer pessoa que fosse uma ameaça, inclusive doentes que ficavam loucos e atacavam outras pessoas. Logo começou a especulação de que o mundo estava vivendo um apocalipse zumbi.
Três meses depois desde a divulgação da doença o mundo se encontrava em ruínas. Os governos tentavam se manter nos trilhos com os poucos recursos que ainda tinham, e o que era especulação passou a ser oficial, os mortos estavam voltando a vida.
As luzes dos refletores e lanternas eram a única iluminação do posto avançado que o exército tinha montado em uma das saídas da cidade de São Paulo, era por ali que as pessoas estavam sendo evacuadas para um posto seguro que havia sido construído para receber os sobreviventes. Pouco se sabia sobre esse posto seguro, as especulação era que era uma base militar extremamente avançada que ficava em algum lugar distante.
As ruas não estavam mais seguras, tinham sido dominadas por mortos vivos e bandidos de todas as espécies que tinha visto aquela situação caótica como uma oportunidade de promover ainda mais caos e se darem bem. Aquele posto avançado era o lugar mais seguro que tinha na cidade, havia outros três em pontos diferentes, mas aquele era o maior com o tamanho aproximado de dezesseis quadras cercadas com telas de aço e patrulha severa com soldados armados, tudo para garantir a segurança dos sobreviventes.
Nicolas, era um dos sobreviventes que aguardava em uma longa fila para dar o fora daquela cidade morta. Sua família também estavam esperando, seu pai Paulo, sua mãe Amélia e sua irmã mais nova, Alice. Nicolas era um rapaz de dezenove anos, de pele na cor parda e de cabelos pretos cortados bem curto mas com um discreto topete. Seus olhos eram pretos e tinha um par de olheiras aparentes resultado de noites mal dormidas, tinha um metro e oitenta centímetros de altura, era magro, nunca passou dos setenta quilos. Vestia um conjunto moletom na cor preta e um tênis branco de marca.
Ele e toda sua família estavam desde as seis da manhã esperando na fila para saírem da cidade, já era noite e ainda estavam esperando, por várias vezes passou na sua cabeça que talvez não tinha sido uma boa ideia irem para aquele local de evacuação, por mais que o lugar estivesse “seguro” com muros de proteção e soldados armados fazendo a contenção.
Algumas horas se passaram e havia chegado a vez de sua família de entrar no ônibus, o rapaz suspira aliviado por saber que finalmente sairia daquele lugar. Um soldado com máscara de gás vai em direção ao seu pai com um aparelho estranho na mão.
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Sobreviventes. - O começo de tudo.
Science FictionApós o surgimento de uma doença misteriosa o mundo começa a entrar em ruínas, uma pandemia mundial que mata as pessoas e as trazem de volta a vida como criaturas sedentas por carne fresca. Com a cidade de São Paulo entrando em colapso, os sobreviven...
