ℂ𝕚𝕟𝕢𝕦𝕖𝕟𝕥𝕒 𝕖 𝕟𝕠𝕧𝕖

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15 de dezembro
📍Itália

Acordei cedo, mesmo sem despertador. O céu ainda nem tinha clareado totalmente, e a casa estava em silêncio. Um silêncio pesado, carregado de expectativa.

Era o dia antes do nosso casamento.

Eu me sentei na cama e fiquei olhando o quarto ainda meio escuro, tentando processar o que estava prestes a acontecer. Amanhã, eu me casaria com a mulher da minha vida. Com a mãe da minha filha. Com a minha melhor amiga. E ainda assim, parecia surreal. Como se tudo fosse grande demais pra caber dentro de mim.

Passei a mão pelos cabelos, respirei fundo. Eu estava nervoso. Mais do que em qualquer corrida que já disputei. Porque isso aqui era diferente. Isso aqui era pra sempre.

A Liz estava com a Maya, a Yasmin e as meninas — "coisa de noiva", como ela disse ontem com aquele sorriso debochado. Eu tinha rido, claro. Sempre rio. Porque ela tem esse efeito em mim: consegue me fazer rir mesmo quando meu mundo está virando de cabeça pra baixo.

Levantei, fui até a cozinha e fiz um café do jeito que ela gosta — sem nem perceber. O costume de meses vivendo juntos, eu acho. Ou talvez o amor, que se manifesta nos detalhes. Depois me sentei à mesa e fiquei mexendo na caneca sem beber nada, pensando em tudo que nos trouxe até aqui.

Lembrei do nosso primeiro encontro, das viagens, das brigas bobas, das reconciliações intensas. Lembrei do nosso primeiro ultrassom, de quando descobri que seria pai. Lembrei do nosso quarto se enchendo de móveis pequenos, da Liz dormindo com a mão na barriga, da primeira vez que escutei o coração da nossa filha.

E agora... a gente estava prestes a selar tudo isso diante das pessoas que mais amamos.

Eu deveria estar revendo os votos, ou algo assim. Mas tudo que eu queria era ver ela. Só por um segundo. Só pra ter certeza de que isso era real.

O Lorenzo chegou no fim da manhã, já reclamando que eu não atendia o telefone. Disse que a Charlotte estava com a Liz e que tudo estava saindo perfeitamente.

—Ela só chorou umas três vezes hoje, então acho que está bem — ele brincou.

Sorri. A Liz chora por tudo, mas eu adoro isso nela. Porque cada lágrima dela vem cheia de verdade.

—Então está tudo bem, ela chorou— respondi sorrindo fazendo o meu irmão sorrir também.

A nossa casa estava lotada de presentes, literalmente lotada.. os funcionários não sabiam onde colocar mais caixas. E eu só pedi pra eles deixarem em uma sala trancada, onde a Liz entraria só quando estivesse calma.

Assim ela não surtaria com a bagunça pela casa.

—Eu perdi minha namorada, ela só sabe falar de casamentos— o Pierre chegou falando, claramente brincando.  —Parabéns Charles Leclerc, arrumou uma dor de cabeça pra mim. Agora o meu casamento vai ter que superar o seu.

𝔸𝕟𝕖𝕤𝕥𝕖𝕤𝕚𝕒 ● ℂ𝕙𝕒𝕣𝕝𝕖𝕤 𝕃𝕖𝕔𝕝𝕖𝕣𝕔Where stories live. Discover now