Lauren Jauregui Pov
O resultado da nossa desavença estava sendo julgado há algum tempo. Estávamos todos, inclusive eu e os demais que não se envolveram na porradaria, na sala do diretor. Fazia algum tempo que ele nos lançava sermões, nos relembrava o conceito do para quê se servia uma escola e apontava também a diferença entre ela e um ring de luta. O diretor estava mesmo zangado com tudo oque tinha presenciado, porém, acreditava que sua maior revolta se dava pelo silêncio conjunto que todos nós fazíamos em sua sala. Até aquele momento, algumas perguntas já tinham sido designadas a nós, todavia ninguém ousou sequer fazer menção que abriria a boca - oque era bom para mim, dado em vista que meu pensamento estava gritante sobre tudo oque viria a acontecer, caso qualquer um revelasse os fatos.
- Isto é uma vergonha. Em todos os meus anos, nesta instituição de ensino, jamais tinha presenciado tal atrocidade. - Em um tom nada casual, ressaltou o diretor, encarando Cameron, que estava ao meu lado. Estávamos todos distribuídos em partes, Trevis e seus amigos estavam em um lado, já eu, Cameron e os meninos do time, que tinham aparecido no corredor, no exato momento da confusão, estávamos em um outro lado da sala. Os ânimos pareciam terem se acalmado, de fato. Todavia, ao que tudo indicava, as coisas só pareciam calmas porque estávamos diante da maior autoridade da escola. Porém, era certo dizer que tudo estava como estava porque temíamos uma expulsão em massa, que dado a forma como tudo tinha acontecido, não me sentiria surpreendida se o decreto fosse proferido em algum momento, após a chegada de nossos pais.
Com o pensamento, meus ânimos se tornaram ainda mais inflexíveis.
Eu não desejava toda aquela confusão.
Não queria que alguém levasse a culpa por algo que era meu problema.
Cameron...
Como eu iria olhar para os pais dele, caso acontecesse dele ser expulso?
Eu sabia que ele era um dos motivos que levaram à necessidade de mudança de sua antiga moradia. Não tinha conhecimento completo dos motivos que levaram seus pais a essa decisão, contudo, recordava com maestria as vezes em que as irmãs, e até ele mesmo, deixaram claro que o novo endereço era uma nova oportunidade para que Cameron pudesse se redimir.
Aquilo era chateante.
Deveria mantê-lo longe de problemas, não mete-lo em um gigantesco.
Toda aquele situação estava sendo gerada porque eu havia tomado uma má decisão. Toda aquela confusão poderia gerar um grande empecilho na vida estudantil daqueles caras.
Com a ideia em mente, senti cada vez mais a culpa me tomar.
Suspirando, me recostei sobre a cadeira que estava assentada, esperando de alguma forma que toda aquela minha visão, não passasse de um pesadelo.
- Agora me digam? Como vou explicar para os pais de vocês oque aconteceu? - Ainda imparcial, uma vez mais o diretor no chamou a atenção. - Porque, diabos, ninguém fala nada quando eu pergunto? - Disse ele, e sentou-se em uma confortável poltrona giratória. Olhou um a um a nós, e sobre face passou a mão.
O silêncio reinou na sala, após o diretor finalmente se calar.
Eu sabia que tudo estava acontecendo em um horário de tempo comum, sabia que o relógio estava dançando conforme como havia sido projetado para fazer, entretanto, a sensação que tinha era que estávamos a décadas assentados, sendo esculachados pelo homem.
Sem saída, pois era do meu conhecimento que ninguém sairia do lugar, até que o problema fosse solucionado, ousei levantar um pouco mais a cabeça para olhar à nossa volta. Encarei todos que meus olhos puderam alcançar naquela sala. E, desta forma, algumas coisas me foram mais que reveladoras; O garoto que eu sabia se chamar Jesper, era o menos lecionado dentre todos, quase não havia lesão sobre qualquer parte dele. Cameron estava com o canto da boca sangrando, estava todo avermelhado e o rosto dele tinha alguns arranhões que sangravam, Zend sangrava na boca e no nariz, Rendi estava assim como os outros com a boca sangrando, havia um galo na testa dele e a blusa do garoto quase não existia em seu corpo.
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Minha Garota Favorita (G!P) EM REVISÃO
FanfictionManter um segredo a sete chaves nunca foi um problema para Lauren. Afinal, quem em sã consciência a amaria? Porém, oque ela não sabe é que: "o destino prega peças". Talvez, Lauren só precisasse ser menos tímida e se entregar aos encantos de um amor...
