– Com licença, senhorita Erika. – falou uma mulher elfa do refúgio aproximando-se de Erika – Acaso a senhora viu minha filha? É uma menina mais ou menos desta altura, – ela vez o gesto com a mão – pele clara e cabelos bem compridos, quase da mesma cor que os meus. Seu nome é Anya.
– Sinto muito, mas não a vi. Há algum problema com ela? – Erika perguntou ao perceber a aflição daquela mãe.
– Espero que não...
– O que aconteceu?
– É que... já faz sete dias que ela some de manhã e só reaparece quando está anoitecendo. Pergunto-lhe onde ela estava e ela sempre diz que com uma amiga. Mas eu já perguntei a todos os amigos dela e pessoas de Eel, e todos dizem não saber de Anya. Estou meio preocupada...
– Hum... é mesmo um pouco estranho. Vou ver se acho alguém disponível para ajudar a encontrá-la. – respondeu Erika tentando confortá-la.
– Muito obrigada Erika.
***
– Porque você não quer me deixar ver esse tal de Hellsing Ultimate? – perguntou-me Anya quando ela me pediu para ver aquele animê agora.
– Porque você ainda é inocente demais para este tipo de animê! – respondi. Fiquei impressionada com o nível de pureza das crianças de Eldarya. Ainda bem que lhe perguntei se ela sabia como que um bebê nascia, ela não tinha ideia! E eu é que não ia destruir essa inocência já praticamente perdida na Terra.
– Ah, qual é! Eu já sou bem crescida sabia.
– Considerando que você nem sonhava como que uma criança nascia, é óbvio que o conteúdo desse animê aí é um pouco pesado demais pra você. Ele é até mesmo contra indicado para menores de idade na Terra!
– Por favor... deixa vai.
– Olha, os animês que coloquei nas pastas +18 e +16 são todos animês que não te deixarei assistir ainda, terá que se contentar com os das outras pastas ou deletarei essas duas pastas do meu not!
– Ei! Mas isso não é justo!
– A decisão é sua.
Ela não gostou muito, mas acabou por começar a assistir Hantaro ao invés do Hellsing. Ela ia virar uma semi-otako que nem eu, Anya já tinha até começado a pular as aberturas e encerramentos para conseguir assistir mais episódios até minhas aulas de alquimia e eldaryano começarem! E ela nem precisava se preocupar com legendas, assistia entre 6 e 8 episódios por dia. Aprendeu japonês com os kappas, me pergunto se eles me ensinariam também...
Minha mesa parecia pertencer há algum tipo de laboratório e com a ajuda de Anya e dos livros de alquimia, já sabia preparar algumas poções de cura e cosméticos (os que eu trouxe da Terra já acabou há dias!) e já compreendia melhor sobre a criação de Eldarya. Enquanto ela assistia os animês, eu comia um pouco (ela comia enquanto assistia mesmo), arrumava as coisas de minha aula e depois montava o meu próprio livro sobre Eldarya (vocês se lembram do "caderninho" que eu trouxe da Terra, não é?), onde comecei falando sobre a criação de Eldarya e os motivos dela ter sido criada, passando depois para as raças faerys, seguido dos mascotes, também decidi que colocaria as receitas das poções que mais me ajudaria (mas pra esses precisava que Anya me devolvesse o not, pois sempre fui ruim para memorizar coisas complicadas e não queria arriscar uma explosão por conta de algum erro pequeno. Porque eu precisava do not? Eu escrevia o que Anya me traduzia nele para ser mais rápido).
Eu estava copiando os desenhos dos mascotes em meu "livro" do livro sobre mascotes que ela ia me traduzir em seguida. Eu não os copiava tão bem quanto gostaria, mas Anya disse que eu desenhava muito bem (Oh horror que é ser perfeccionista!).
Quando finalmente acabou sua cota de episódios do dia, minhas aulas começaram.
Ah! Sobre a história de enxergar algumas coisas de forma diferente (como no caso do Absol, por exemplo), Anya sugeriu que talvez eu pudesse ser uma faeliana (meio humana, meio faery), sendo estas divergências algum tipo de dom meu que só se manifestou depois de chegar a Eldarya. Ela disse que existe uma poção capaz de comprovar isso e que tentaria obter a receita. Confesso que essa teoria me atrai... e me assusta também.
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Eldarya - Uma Aventura Inesperada
FantasyTodo fã de fantasia já teve ter sonhado ao menos uma vez viajar para um mundo mágico. Viver aventuras, descobrir poderes e realizar atos que fariam grande diferença naquele mundo... Mas, e quando isso acontece? Que tipos de sorrisos e lágrimas seria...
